PAAF (PUNÇÃO ASPIRATIVA POR AGULHA FINA)

O procedimento de Punção Aspirativa por Agulha Fina tem por finalidade obter células para pesquisa de neoplasias ou processos inflamatórios.
A PAAF é uma técnica minimamente invasiva de obtenção de células de órgãos e tecidos, principalmente para acessar diretamente órgãos superficiais (como linfonodos, tireoide e mama). Para órgãos com estruturas profundas, é utilizada a punção biópsia por agulha grossa, guiada por ultrassom ou tomografia.

METODOLOGIA

O material coletado na punção aspirativa (PAAF) para análise citológica poderá ser enviado em esfregaços e/ou líquidos. Realizamos um bloco citológico sempre que há material suficiente. O bloco citológico (Cell-Block) consiste na inclusão em parafina de qualquer precipitado obtido por centrifugação de escarro ou líquidos, seguindo-se de cortes histológicos. As colorações utilizadas de rotina são Papanicolaou, Giemsa e Hematoxilina-eosina.

PROCEDIMENTOS DE FIXAÇÃO E ACONDICIONAMENTO:

– Esfregaços de PAAF (mama, tireoide e outros): são lâminas onde foram realizados esfregaços de líquidos retirados de punções. É recomendada a identificação do paciente e local da punção na extremidade fosca da lâmina para depois receber o material. É necessária a imediata fixação por imersão em álcool a 70%.
– Líquidos: o material deve ser colocado em frascos hermeticamente fechados, devidamente rotulados, com  volume igual  de álcool a 70%.Para maior segurança, é essencial que o recipiente esteja identificado com o  nome completo do paciente, além da descrição do material e sua lateralidade. Os esfregaços (lâminas  contendo o material a ser examinado) devem ser acondicionados em  recipientes com paredes rígidas para  evitar danos.

REQUISIÇÃO DO EXAME:
  • A requisição médica é um documento e deve ser preenchido corretamente, com letra legível, deve estar assinada e conter o nome do médico solicitante, CRM, carimbo e seu telefone para contato.Deve obrigatoriamente conter nome completo do paciente, idade, sexo, etnia, nome da mãe, antecedentes pessoais e familiares de relevância para o diagnóstico, identificação do material, topografia anatômica do mesmo e se for o caso, designação de marcações prévias (por exemplo, margens ou pontos para orientação do espécime). Lembrar sempre de informar as hipóteses clínicas, resultados de exames de imagem relacionados e exames (anatomopatológicos ou outros) pregressos relevantes.
PROCEDIMENTO DE BIOSSEGURANÇA:

As amostras podem ser potencialmente infectantes até sua fixação. Devem ser manuseadas conforme as normas existentes.